sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Harley-Triumph


Innnntão que Pitico tem uma motoca, dessas de aprender a andar. Quando compramos levamos em consideração o que estava escrito na caixa: 4 em 1. Realmente cumpriu todas as 4 funções até agora, mas ontem descobri mais uma que o fabricante desconhece.

Fomos para a pracinha em frente de casa encontrar tia Ro e seu respectivo Pitico e resolvi levar a tal motoca. Pitico parecia um adulto mostrando um carro novo. Sentado em sua motoca ele ia dando tchauzinho para a gerente do restaurante da esquina e mandando beijo para a garçonete da sorveteria. De repente ele não estava mais montado em uma simples motoca infantil e sim em algo como uma moto Harley Davidson ou Triumph. Todas as crianças do play olhavam para Pitico cobiçando sua Harley-Triumph. E neste instante comecei a analisar melhor minha cria. Vi uma criança se transformar com os olhares alheios. Se colocou ereto e comprimentava todos os coleguinhas de classe com um jeito maroto que só criança quando percebe que está tendo atenção faz. Dava tchauzinho como que dizendo: - Hey, esta é minha Harley-Triumph e se você mexer comigo hoje, está aqui é minha mãe.

Tudo ia bem até que encontramos tia Ro e Lukas com sua bola. Pitico insandeceu, perdeu a compostura e voltou a se comportar como a criança de 1 ano e meio que é. Esqueceu-se completamente de sua Harley-Triumph e só via aquela bola. Ele só queria aquela bola, e gritava por isso. E não pensem vocês que minha cria não tem bola, ele só não tem aquela bola. Ahh, para registro, não era UMA bola, era só uma bola de plástico, destas que se compram em supermercado.

Tia Ro e eu nos entreolhamos e percebemos que haveria problemas. Lembrei da Harley-Triumph e ofereci a Lukas, que soltou sua bola mais do que depressa. Pronto, Lukas e Pitico satisfeitos brincando. Esta paz celestial durou cerca de 15 minutos. Durou até que Lukas percebeu que havia fila para o balanço e saltou da Harley-Triumph do Pitico. Pitico ainda continuava com a bola, por minha sorte. Motoca jogada oportunidade para criança mechilhona. Lá vieram umas tantas atrás, pois parecia coisa sem dono. Coloquei ordem na bagaça e estabeleci regras para uso. De novo tudo em ordem e pude trocar mais 2 palavras com tia Ro.

Pitico, innnntão se apercebeu que havia muita demanda para sua motoca e largou a bola de Lukas. Chegou dando voadora na coitadinha da lorinha que estava sentada em sua Harley-Triumph. Consegui apaziguar o choro da Cachinhos Dourados e entretê-la com sua própria bike. Mas não era o suficiente, Pitico queria guerra! (Isto me lembra que a professora disse que Pitico e Cachinhos Dourados têm um affair, e talvez por isso ele estivesse bravo com ela, vai saber). Foi até Cachinhos, deu de dedo e lhe tomou a bicicleta. Cachinhos olhava pra mim como quem diz: pô Sogra me dá um help. Coloquei os dois para conversar, como qualquer mãe sensata faria, e consegui que Pitico então andasse de bike e Cachinhos ficasse com a Harley-Triumph.

E assim se foi por todo o resto de tarde de ontem. Porém, a Harley-Triumph agora também é moeda de troca. Terminamos o dia todos felizes e Pitico pode brincar com uns 15 brinquedos diferentes e sua Harley-Triumph fez a felicidade de umas 15 criancinhas. Espero que Pitico tenha aprendido o conceito de negociação e faça mais escambos nas próximas visitas ao play.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Maschup



Hoje recebi este vídeo e achei muito bacana o trabalho dos meninos.


Maschup vem da galera que mexe com internet, e que significa "um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo", segundo pesquisa na internet.

No ramo da música Maschup é fazer um mix. Na verdade pega um sorvete, um pouco de leite e vamos fazer um Milk-shake...rs


Voz: Sam Tsui
Produção: Kurt Schneider
Músicas: Love tha way you lie; Dynamite e Teenage Dream.

Enjoy!

Innntão que Pitico está prestes a fazer 18 meses de vida e a mamaezinha aqui, que não pára de pensar, já está preocupada com a fala do muleke. Não que ele tenha problemas, de forma alguma, e muito pelo contrário, ele até fala demais e até pelos cotovelos, o problema é que é uma fala única, só dele. Minha preocupação se dá ao fato de que a pessoinha escuta diferentes idiomas (em casa falamos português e ele vai para uma escolinha alemão-espanhol) eu temo que ele fique confuso e demore muito a falar.

Momentaneamente, e eu realmente espero que seja um momento, ele está na fase do grito. Como não sabe falar, grita, grita, grita, e grita mais alto. As únicas palavras que consigo realmente entender são:
- Danke (obrigado em alemão) que ele diz quando está satisfeito, ou quando não quer mais alguma coisa;
- Aga (água);
- Coco (isso mesmo que vc pensou);
- kuku (o que o pássaro cucu faz quando sai do relógio) e que para ele significa brincar de esconder;
- ich (eu em alemão) que ele emprega todas as vezes que percebe que não vai participar de alguma coisa;
- bô (acabou);
- ball (bola em alemão);
- gol (começou ontem porque teve joguinho na escola);
- kaká que não sei o que significa, pois começamos a brincar na época da copa e hoje em dia serve de distração enquanto ele está na banheira e eu fazendo alguma outra coisa na casa, assim eu sei se ele está mesmo brincando ou fazendo alguma travessura;
- u-ha, u-ha (em som quase mudo, só o som do vento saindo da boca) que significa que ele vai tomar remédio;
- qué (quero) que ele diz e aponta para tudo que ele vê;
- Mama (que sou euzinha), mas que ele usa também para o pai, para protestar, para começar a chorar;
- Au-au (cachorro);
- Kikiriki (galinha ou galo, sei lá...fato é que o som dos animais aqui não soam como no Brasil).

Até que é bastante, mas percebo nas ruas e na própria escolinha que outras crianças da mesma idade já conseguem colocar 2 palavras juntas, tipo Zézinho-bola, o que a mãe entende como o Zézinho quer jogar bola. Pitico começou recentemente a fazer mímica ou apontar para as coisas. O engraçado é que ele pega na nossa mão e nos leva até onde ele quer e fica “Mamamamamama” apontando para um armário ou para o lugar que está o que ele quer (ele faz isso geralmente com a geladeira e com o armário onde estão os biscoitos, esperto não?).

Já li que cada criança tem seu tempo, etc e tal, mas tenho a sensação de que ele está demorando....e por isso desenvolvo 50 tipos de medos e receios diferentes (tipo já pensei que ele tinha problemas de surdez, mas quando escuta música ele dança e quando eu falo em alemão ele obedece, o que descartou tal hipótese)....Sogrona conta que Mozão tinha preguiça para falar e demorou muito a se fazer entender....será que Pitico herdou este gene do pai?

De qualquer forma, socializa aqui sua experiência e acalma o coração de uma mãe surtada.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Massa ou Frango?


Innntão que na verdade eu ia escrever sobre o He-man, mas acabei achando isto mais interessante.

Em geral eu acho comida de avião muito sem graça, feia mesmo (eu sou uma pessoa visual, portanto se a comida vem toda misturada já é motivo para eu não curtir muito).

O que achei interessante neste artigo é até onde vai a pesquisa. A pesquisadora tem um simulador! Alô? Eu já tinha visto alguns documentários sobre comida de avião, e um deles sobre a primeira classe da Lufthansa que me deu vontade de me candidatar a degustadora. Vocês não têm noção do processo de criação dos menus...mas isto é assunto para outro posto.

Fiquem agora com a pesquisa da Dra. Andrea Burdack. Matéria original extraída do site da Deutsche Welle Brasil.

Pesquisadora explica sabores de refeições oferecidas em voos


Pesquisa revela fatores que influenciam percepção de sabor das refeições oferecidas em voos. Entenda por que o suco de tomate, por exemplo, tão pouco popular em restaurantes, faz grande sucesso acima das nuvens.


A refeição oferecida em aviões não costuma sempre agradar a todos. Isso se deve, em primeiro lugar, ao sabor e à forma de preparo dos pratos. Receitas saborosas com seus temperos conhecidos têm um sabor diferente a 10 mil metros de altura – no geral, a comida é mais sem graça.
Os chefs das companhias aéreas sabem, por experiência própria, que precisam adicionar mais sal e temperos às refeições. Pratos asiáticos, que são preparados com bastante óleo de soja e especiarias, têm boa recepção junto aos passageiros, por exemplo.
O que, em solo, tem um sabor muito apimentado pode não ter o mesmo gosto no ar. Os motivos que levam a esse fenômeno e os mecanismos pelos quais isso acontece são objeto de pesquisa de Andrea Burdack, engenheira química do Instituto Fraunhofer em Holzkirchen, perto de Munique.
O Aroma
A pesquisadora especializada em aroma suspeita que as condições de pressão a bordo de um avião atue como uma espécie de “ladrão” de sabor. 
“Ocorre a diminuição de oxigênio no sangue, a chamada hipóxia. Por isso os receptores são menos eficientes. No caso dos receptores olfativos, soma-se o fato de que o aroma, para chegar até esses receptores, primeiramente passa pela mucosa nasal, ou seja, o aroma precisa ser resgatado e em baixa pressão isso acontece de uma maneira deficitária”, explica Andrea Budack.
Teste em simulador
No Instituto Fraunhofer, em Holzkirchen, os testes acontecem numa cabine de Airbus A380 adaptada especialmente para esse fim: ela foi instalada em uma câmara de baixa pressão. Ali é possível simular as condições de um voo de até 12 mil metros de altitude. E para deixar a situação ainda mais autêntica, até o ruído do voo é reproduzido.
Naquele ambiente, a pesquisadora dilui diversos aromas em balas de goma, que serão provadas pelos “passageiros” sob condições normais de pressão, e também sob baixa pressão.
A suposição é que cada pessoa tem um limiar de sensibilidade no gosto pessoal, o que corresponde à literatura especializada. Nas condições de pressão dentro de um avião, esse limiar aumenta. A pesquisa na câmara especial mostrou que, de fato, sob condições de baixa pressão, a concentração de aroma precisa ser dez vezes maior para que seja detectado.
Na segunda rodada de refeição, Andrea Burdack serve o famoso frango. O diferencial desse prato é que ele é servido com dois molhos: o típico, que acompanha a refeição “em solo”, e um modificado para o teste. Os passageiros, então, avaliam o sabor de ambos os molhos, e quais as diferenças marcantes notadas.
Menos apetite
Segundo a pesquisadora, principalmente os sabores azedo e amargo são percebidos pelos participantes dos testes. Por outro lado, a percepção do salgado e do doce é 30% menor.
Na seleção de vinhos, a perda da percepção de sabores também é de importância: vinhos mais pesados receberam boas notas e vinhos mais leves logo foram classificados de muito azedos.
E também o mistério do suco de tomate parece ter sido resolvido: o seu sucesso nos voos se deve ao seu aroma amargo. Se em solo o suco parece cheirar a mofo, acima das nuvens ele é percebido como afrutado e refrescante. Além disso, ingredientes com tais sabores freiam o inevitável apetite que se tem dentro de um avião.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Matemática do trabalho


Innnntão que vou começar a partir de outubro a ser uma nova mulher, não que eu já não me recicle todos os dias, mas minha rotina vai mudar. Mozão e eu decidimos usufruir um pouco do sistema alemão e vou começar a trabalhar 30 horas por semana, o que na prática significa que vou sair 2 horas mais cedo. Uhhhuuuu....Pera, que neste tempo eu vou ficar mais tempo com o Pitico, vou poder cozinhar mais e melhor, vou ter tempo para mais atividades domésticas.......tô vendo que o trabalho não vai diminuir, muito pelo contrário...heheheh

Mas, como marketeira que sou, o que não tem nada haver com este parágrafo, comecei a ter sonhos acordada quando recebi um email da minha chefe perguntando como eu queria dividir estas horas, tipo que horas eu queria entrar, sair, almoçar, etc...

Meu sonho começou assim:
30 horas 5 dias da semana = 6 horas por dia

MAS, nas segundas e terças eu tenho aulas de alemão, o que não compensa eu ir pra casa às 16h e depois voltar às 18h30 para as Unterrichten. Daí eu pensei que em fazer assim:
Segundas = 8 horas
Terças= 8 horas
Quartas =6 horas
Quintas= 6 horas
Sextas= 2 horas

Mas aí deu preguiça de vir trabalhar só 2 horas em uma sexta-feira (ninguém merece). Inntão continuei surtando e pensei que se eu não almoçasse nas quartas e quintas eu poderia compensar as horas da sexta e ter um dia livre. Seria óteeemmooo.

Foi quando eu acordei e me dei conta que o sistema te ajuda, mas não é a sua mãe. Innnntão que o negócio foi voltar no plano original e ter 6 horas por dia, porque alemão é quadradinho e quando comecei a explicar o que eu queria já barraram minha criatividade e disseram que por motivos de controle o melhor era dividir igualitariamente.

E eu te pergunto, no final das contas não dá 30 horas do mesmo jeito?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A saga continua


Innnntão, depois do Terror da Madrugada teve a peregrinação de hospitais, porque sofrer pouco é bobagem.

Ainda na sexta-feira, voltei para casa depois do trabalho, e Pitico estava ainda com febre e com o olho esquerdo inchado e caído. Na hora me bateu um desespero: este menino teve um derrame, ou AVC. E partimos novamente para o hospital.

Eis que então vem um cidadão bruto examinar o meu princepezinho. Olha daqui, escuta pulmões, olha ouvidos, e nada. Diz que a febre não faz sentido porque ele não tem nada associado. E perguntamos, mas doutor, o olho, veja como está inchado. E a anta travestida de médico nos dis que isso não é importante no quadro. Alô? Mas ele resolveu fazer um weiteruntersuchung, que em bom português significa que ele ia pedir exames. E então ele colocou um saquinho no piu-piu do Pitico e nos mandou para casa dizendo que caso Pitico ainda fizesse xixi naquele dia, poderíamos voltar que ele estaria de plantão até as 22h (já eram 20h), ou se não trazer a coleta no dia seguinte.

Mozão e eu decidimos encher Pitico de líquido e ir na esquina comer um dogão e voltar ainda no mesmo dia, para pelo menos termos uma resposta. Uma hora se passou, voltamos ao hospital e.....Pitico tinha feito um montão de xixi, porém fora do saquinho..humpf.

Como já não tínhamos ido muito com a cara do anta-médico, resolvemos ir pra casa, medicar com o que tínhamos e rezar para que tudo melhorasse.

Sabadão, uhu, Pitico acordou à toda, felizão. Até ficamos surpresos e contentes, e por isso a Momy aqui foi pintar as madeixas (desabafo: ainda tô me estranhando morena). Quando, lá pelas tantas da tarde, Mozão veio me buscar e olho Pitico, bumm, ali o olho inchado e caído de novo. Sogrão já tinha falado para levar no oftalmo na segunda, innntão liguei no pronto socorro de olhos, e lá nós fomos.

Para quem precisar, recomendo, Hospital Benjamin Franklin, parte do Campus do Charité. Atendimento rápido e fantástico. Mas na triagem a enfermeira preferiu nos encaminhar para o Pediatra e não para o Oftalmo. OK, vamos lá de novo ouvir pulmão, medir febre, olhar ouvido e garganta, nós pensamos.

Que nada! Veio uma enfermeira e meteu um cotonete de Itu na guela do Pitico para fazer um exame de alguma coisa que ainda não consigo pronunciar (resultado deu negativo). Depois veio o médico e tarammmm, primeira coisa que notou? Olho do Pitico! Ponto pra ele. Nos fez um milhão de perguntas, anotou tudo, fez mais perguntas, anotou mais um pouco e então olhou ouvido e garganta, e ouviu o pulmão (a febre já tinha sido medida pela primeira enfermeira). Nos disse que o ouvido esquerdo estava inflamado e que isto estava causando uma inflamação no olho, e que deveríamos medicar com Antibiótico (aqui esta palavra é um tabu, sei lá algo como dizer palavrão) e ele disse isso com muita parcimônia e usando toda a psicologia que ele aprendeu na escola, acho que para não nos traumatizar. E nós radiando felicidade, porque alguém resolveu dar algo além de anti-térmico, água e ar fresco!

Este médico, ainda, nos pediu um momento e escreveu tudo no seu computador e nos entregou um relatório impresso de tudo o que conversamos, mais as indicações de como usar os medicamentos, mais a anminese e o seu julgamento para levarmos ao pediatra do Pitico na segunda-feira.... Vocês estão intendendo qui ele entregou tudo isso impresso? Talvez porque a gente tinha cara de apavorado, e gente nervosa é ruim com detalhe, ou porque nosso alemão não era dos melhores, sei lá...fato é que adorei este médico, e adorei mais ainda a palavra medicamento.

Saímos do hospital um pouco mais aliviados e fomos direto para a farmácia providenciar os remédios. Pitico acordou no domingo outra criança, e aí eu te pergunto: já não poderiam ter medicado esta criança antes? Não poderiam ter evitado um monte de stress? Coisas de país desenvolvido que acredita muito mais em ar fresco e muito líquido, e se medica com muita homeopatia, e prefere esperar a gastar (investir) dinheiro em muito exame. Enfim, não concordo, mas moro aqui e preciso encontrar um jeito de fazer do meu modo.

Fato é que Pitico está melhorando, ou melhor, já está bem melhor, mas por medida de precaução não está indo para a escolinha.

Coisas que aprendi neste fim de semana:
- Não ir mais no hospital que íamos
- Insistir no meu ponto de vista (alemão, em geral, é considerado grosso porque enche o saco até conseguir o que quer)
- Trazer muito antibiótico infantil do Brasil em Dezembro

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Terror da Madrugada


Innnntão que realmente a coisa piorou, como eu previ ontem.

Cheguei em casa e estava tudo muito quieto, já no hall imaginei que ou os 2 saíram ou Pitico já tinha sido levado por Morfeu. A segunda opção estava correta. Dormia, que parecia que não tinha nada, e meu coração de mãe se tranquilizou um pouco. Entrei, então, e beijei Mozão. Small talk sobre como tinha sido tudo, etc, e tal, e fui tomar uma ducha enquanto Mozão buscava minha pizza preferida: Pizza Hut (tá que não é saudável, tá que tem gente que diz que não é pizza de verdade, mas eu AMOOOO).

Saí do banho e tive a infeliz idéia de procurar remédios para gripe, e eis que Pitico acordou, suado e com febre. Acalmei, cantei, ninei e nada. Solução: bora com a momy ver que anda acontecendo no universo do mickey mouse.

Mozão chegou com a pizza e Pitico se jogou no colo dele. Daí um impasse: como vamos fazer para comer? Não podíamos colocá-lo na cadeirinha porque a capivarinha iria querer jantar de novo, e por causa da diarréia, que ainda persistia, melhor ficar só na banana e torras e longe de pizzas. Como Pitico estava enamorado do paizão, euzinha ganhei o privilégio de comer primeiro.

Todos jantados, banhados, medicados e relaxados, colocamos Pitico para dormir, acreditando que Morfeu tomaria conta da febre e dele durante a noite toda. Lá pela meia-noite (oi? Já percebeu que se alguma coisa ruim vai acontecer é sempre perto deste horário?) Pitico grita, chora, esperneia, e descobrimos que as assaduras estavam incomodando, bem como um popozinho fresquinho, feito na hora. Fraldas limpas e preguiça de ficar lá fazendo companhia, colocamos Pitico para dormir conosco. Mais um pouco de paracetamol, e vamos que vamos.

Soninho, sonhos estranhos, Pitico puxando meu cabelo e plin 4 da matina. Crise de choro que não parava com nada!! Nova fralda, e como estava muito quente, resolvemos dar um banhinho mais friozinho para abaixar a febre que já batia a casa dos 40 graus.

Diálogo:
- Mozão vamos para o hospital?
- Não, vamos esperar o supositório fazer efeito.
-(euzinha em lágrimas) Mas Mozão, naquele filme dos Anjos, com o cara do Senhor das Armas, a mãe dá banho friozinho na menina, mas ela já estava com o Anjo (pausa para explicar que quando estou nervosa não consigo me lembrar nem do meu próprio nome, quem dirá do nome do Nicolas Cage e do filme Cidade dos Anjos, mas sou capaz de lembrar detalhes bem pouco importantes para qualquer um). Não quer ligar para o seu pai? (euzinha já estava aos prantos, olhando para Pitico e segurando sua mãozinha tentando ver o anjo dele e pedindo para não levarem ele embora)

Mozão sentiu o drama e ligou para o Sogrão. Por sorte no Brasil ainda era meia-noite (oi? De novo) e Sogrão, que é médico, já está acostumado com os filhos ligando fora de hora. Resultado da ligação: já para o hospital.

Preparamos tudo e fomos, euzinha com Pitico no colo, ignorando as leis de cadeirinha, pois eu sou mãe e estou sofrendo e esta poderia ser a última vez que eu seguraria meu filho nos braços.

Hospital vazio, atendente simpática, euzinha explicando e preenchedo papéis com lágrimas nos olhos (alô? Eu reconheço que precisam de um pouco de informação, mas não dá pra deixar a burocracia para depois?). Somos encaminhados para a sala de exames e vem uma Pediatra ultra calma avaliar o Pitico.

Olha daqui, mede a febre acolá, e chega a conclusão que o Ibuprofeno começa a fazer efeito (a vá, Pitico já estava recitando o Alfabeto com Mozão na porta) e que ele tem uma leve irritação no ouvido, mas como é bem pouca ela prefere que o Pediatra do Pitico o avalie mais tarde e resolve não medicar, pois acredito ser ainda muito cedo para dar antibiótico. (Alô? Já eram 6 da matina e a gente estava sem dormir direito desde as 24h....mas como por aqui sempre há buts e mas e abers para dar antibiótico para crianças, resolvemos concordar e ir embora).

Realmente a Pediatra do hospital foi ultra atenciosa e deixou a gente mais calmos, e eis que estamos pegando os papeis dos exames para levar para o Pediatra do Pitico e nos despedindo e Pitico vira para a médica, diz tchau e larga um DANKE (obrigado em alemão). Ganhou a médica que deve ter tido o caso mais light da noite e também o paciente mais simpático).

Voltamos pra casa, Pitico capotado, dormiu até as 10h. De novo no Pediatra, mesmo quadro, tudo em ordem, apenas a diarréia fez com que ele perdesse um pouco de líquido, vamos repor com isotônico e esperar, rezando durante o fim de semana, para que ele se cure von allein, ou em bom português: sozinho. Qualquer problema é para voltar na segunda-feira.

Innnntão que Pitico não se deixa abalar, está lá brincando, enquanto Mozão e eu estamos acabados e com olheiras profundas, mas felizes de vermos nosso filho vivo e em recuperação.

Bom fim de semana à todos.


Ps: sabadão vou radicalizar e deixar minha loirice de lado, aguardem cenas da próxima morena de Berlim.