O casamento é a única coisa que dá à mulher o prazer de uma companhia e a perfeita sensação de solidão ao mesmo tempo.
Helen Rowland
Renato Russo cantava: Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não utilize o que eu disse contra mim. Nada mais vai me ferir, é que eu já me acostumei. Com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei. Tenho o que ficou e tenho sorte até demais, como sei que tens também...
Para ler ouvindo: http://forum.cifraclub.com.br/forum/11/161734/
Hoje estou meio Blue.
Bj
terça-feira, 4 de maio de 2010
Updates

Hallochen,
Bom, desde o último post os aeroportos já voltaram a funcionar, Lukas teve bronquite, eu tive bronquite, e já voltei a trabalhar.
Voltando a fita, minha liceça maternidade acabou no começo de abril, e então voltei finalmente a trabalhar. Fiquei contente em ter outras atividades além das babies.
Infelizmente na segunda semana de trabalho, Lukas apanhou uma bronquite e tive que ficar de licença de novo para cuidar dele. Após 1 semana em casa, acabei também por contrair a doença e tive que ficar mais 1 semana de molho. Momento comparação: na primeira semana fiquei de licença remunerada para cuidar da doença do meu filho. Por lei, tenho direito a 10 dias úteis por ano fiscal, sendo que 5 dias são pagos pela empresa e os outros 5 dias pelo plano de saúde. Havendo necessidade, e dependendo da doença, o plano de saúde extende este prazo. Já na segunda semana, fiquei de licença por motivos de saúde, no caso minha, e também foi remunerado, mas neste caso pelo plano de saúde.
Como funciona: o médico emite um atestado em 2 vias. Uma é entregue ao empregador e a outra enviada ao plano de saúde. Depois, a empresa desconta estes dias não trabalhados, e o plano de saúde te reembolsa. Ahh, isso só funciona se você participa do sistema público de saúde. Para o sistema privado os valores e regras são diferentes. Mas isto merece um post a parte.
Bom, agora estou ansiosa para retomar minhas aulas de alemão e assim ter praticamente minha agenda semanal totalmente cheia. Haja tempo para cuidar de trabalho, casa, filho, marido e euzinha.
Fico por aqui, deixando um beijo grande para Geanne, que está se mudando para Monique, e outro para Angélica, que se lembrou que eu existo ainda depois de quase 6 anos.
Gruß
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Aeroportos
sexta-feira, 5 de março de 2010
Vakinha
Hallöchen,
O post de hoje é por uma boa causa. Já ouviram falar em mendigagem eletrônica? Nem eu, conheci hoje através de meu cunhado.
Minha irmã e meu cunhado querem vir nos visitar, porém para todo bom brasileiro trabalhador, a grana está curta. Assim, eles resolveram entrar neste site http://vakinha.uol.com.br/Vaquinha.aspx?e=17721 e pedir ajuda.
Galera, entrem e colaborem: http://vakinha.uol.com.br/Vaquinha.aspx?e=17721
Obrigada,
Gruß
O post de hoje é por uma boa causa. Já ouviram falar em mendigagem eletrônica? Nem eu, conheci hoje através de meu cunhado.
Minha irmã e meu cunhado querem vir nos visitar, porém para todo bom brasileiro trabalhador, a grana está curta. Assim, eles resolveram entrar neste site http://vakinha.uol.com.br/Vaquinha.aspx?e=17721 e pedir ajuda.
Galera, entrem e colaborem: http://vakinha.uol.com.br/Vaquinha.aspx?e=17721
Obrigada,
Gruß
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Unbefristet
Hallöchen,
Mais uma boa notícias esta semana: saiu meu visto permante, ou unbefristet.
Estivemos no Ausländerbehorde esta semana, e eu estava crente que iria receber somente uma prorrogação do meu visto por mais 2 ou 3 anos. Qual não foi minha surpresa quando a atendente me disse que "es geht um Unbefristet visum" (o assunto é sobre o seu visto permante - tradução livre). Fiquei eufórica.
Como funciona: normalmente qualquer brasileiro pode ficar até 3 meses na Alemanha sem precisar de visto. Depois disso prisão e deportação. Há diferentes tipos de vistos: estudante, trabalho, união familiar, asilo político..etc... O meu caso é união familiar, póis sou casada com um teuto-brasileiro, ou meio brasileiro, meio alemão. Assim, logo que nos mudamos para cá, nós solicitamos meu visto de união familiar.
O visto permanente leva de 5 anos para mais para ser concedido a um estrangeiro. No meu caso foi super rápido, demorou somente 3 anos. O processo normal é ir renovando até que o governo entenda que o cidadão está totalmente adaptado à cultura e ao país. Bom sinal pra mim, não?
Bom, fato é que agora significa que eu posso permacer ad eternium por aqui sem precisar renovar meu visto. Significa ainda, que se eu quiser, eu posso me aplicar para ter a cidadania alemã, com identidade e passaporte.
Bom, estamos super felizes pois em 3 anos eu cheguei aqui sem falar quase nada de alemão, frequentei a escola, arrumei emprego, pago imposto, fui promovida 3 vezes e tive um filho. Meu marido brinca que eu sou mais alemã do que os próprios alemães (daí o nome do blog). Agora vou me aplicar para a cidadania e então serei realmente uma alemã.
Gruß
Mais uma boa notícias esta semana: saiu meu visto permante, ou unbefristet.
Estivemos no Ausländerbehorde esta semana, e eu estava crente que iria receber somente uma prorrogação do meu visto por mais 2 ou 3 anos. Qual não foi minha surpresa quando a atendente me disse que "es geht um Unbefristet visum" (o assunto é sobre o seu visto permante - tradução livre). Fiquei eufórica.
Como funciona: normalmente qualquer brasileiro pode ficar até 3 meses na Alemanha sem precisar de visto. Depois disso prisão e deportação. Há diferentes tipos de vistos: estudante, trabalho, união familiar, asilo político..etc... O meu caso é união familiar, póis sou casada com um teuto-brasileiro, ou meio brasileiro, meio alemão. Assim, logo que nos mudamos para cá, nós solicitamos meu visto de união familiar.
O visto permanente leva de 5 anos para mais para ser concedido a um estrangeiro. No meu caso foi super rápido, demorou somente 3 anos. O processo normal é ir renovando até que o governo entenda que o cidadão está totalmente adaptado à cultura e ao país. Bom sinal pra mim, não?
Bom, fato é que agora significa que eu posso permacer ad eternium por aqui sem precisar renovar meu visto. Significa ainda, que se eu quiser, eu posso me aplicar para ter a cidadania alemã, com identidade e passaporte.
Bom, estamos super felizes pois em 3 anos eu cheguei aqui sem falar quase nada de alemão, frequentei a escola, arrumei emprego, pago imposto, fui promovida 3 vezes e tive um filho. Meu marido brinca que eu sou mais alemã do que os próprios alemães (daí o nome do blog). Agora vou me aplicar para a cidadania e então serei realmente uma alemã.
Gruß
Kitaplaz

Hallöchen,
Este post é para comemorar que meu pequeno príncipe foi aceito em um Kindergarten, ou vulga escolinha. Ele já poderá começar no dia 07 de abril, o que para mim é ótimo, pois vou voltar a trabalhar no dia 06 de abril. Vamos ver como será a fase de adaptação. Depois conto tudo.
O Kindergarten, ou Kita (abreviação em alemão), ou em bom português "escolinha", é bem parecido com o do Brasil. A única diferença é que não é você quem escolhe a escola, e sim, a escola é que escole você.
Você pode inscrever seu filho em uma escolinha do seu bairro, ou em uma perto do seu trabalho. Como a maioria são escolinhas do governo, é necessário que você inscreva seu filho enquanto você ainda está grávida. Motivo? A quantidade de vagas. A licença maternidade é de 1 a 3 anos. A partir de 3 anos a vaga é garantida para qualquer criança. O estado (Governo) entende que se há uma licença maternidade de 3 anos é para que a mãe fique em casa com o baby até que ele tenha idade para frequentar a "escolinha". Por outro lado, as empresas preferem que as mãezinhas não fiquem tanto tempo longe do trabalho, e voltem o quanto antes (o que é meu caso). Assim, para que seu filho seja aceito antes de ter 3 anos você deve iniciar a maratona ainda grávida. Pesquisar, visitar e inscrever o baby.
Como funciona: todas as escolinhas, por lei, são obrigadas a ter um número mínimo de bebês a partir de 1 ano. A grande pegadinha está em quando o baby faz 1 aninho. Se o baby faz 1 aninho fora do ano letivo, terá que esperar até o próximo para ser aceito. Este foi o meu caso.
Lukas nasceu em Abril, o que significa que ele teria 1 ano bem no meio do ano letivo. O ano letivo aqui começa em Agosto/Setembro. Assim, em agosto passado ele ainda não tinha idade para ir para escola, e em Agosto próximo ele já teria 1 ano e meio. O problema é que peguei 1 ano de licença maternidade, o que significa que tenho que voltar quando ele completar 1 ano.
Bom, tínhamos um problema: nenhuma escola tinha vaga para ele em Abril. Somente se algum aluno passasse para a próxima turma, morresse ou se mudasse. Assim, este post é para comemorar que ele conseguiu ser aceito por uma das 10 escolas em que ele foi inscrito. Não me pergunte qual foi o caso, pois sinceramente eu fiquei tão feliz que nem perguntei à diretora.
Lá traz eu disse que é a escolinha que escolhe você e não o contrário. Por que? Porque, dependendo da escola, eles dão preferência para filhos de alemães, depois para filhos de estrangeiros, e se for uma escola regida por uma igreja, eles dão preferência para as crianças filhas de pais pagantes do "kirchsteuer" (já comentei sobre isso aqui). Ahh, e você tem que ligar frequentemente para escola e reafirmar seu interesse.
Bom, o importante é que vou poder voltar a trabalhar e meu filho vai poder ir para escola.
Gruß
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Elevador e Garagem, como fazem falta!

Hallöchen,
Sumida, sumida...hehe, não tem desculpa. Ou melhor tem sim: 3 meses de férias na casa de meus pais e meus sogros no Brasil. Foi ótimo, um descanso, e foi muito bom principalmente para Lukas que ficou muito à vontade com o verão Brasileiro.
Sabem que gosto de escrever sobre as diferenças Brasil e Alemanha, e tenho que dar pontos neste post para o Brasil.
No meu prédio aqui em Berlim tenho por sorte elevador. É um elevador que foi adaptado do lado de fora do prédio, mas já uma ajuda com as compras, bebê e tudo o mais. O lado ruim é que é um elevador para transportar pessoa, e foi colocado ali como um auxílio. Ou seja, ele não foi planejado para ser usado por mais do que 2 pessoas.
Quando compramos o carrinho de bebê do Lukas, nem passou por nossa cabeça que a largura da porta do elevador poderia ser um fator importante na compra deste utensílio. Qual não foi nossa surpresa, quando chegamos em casa e o carrinho não entrava na porta. Tentamos de várias maneiras, e nada. O carrinho simplesmente é mais largo do que a porta. E agora? O que fazer? Subir os 5 andares de escada? Depois de muito matutar, e por sorte sou casada com um engenheiro, ele teve a brilhante idéia de retirar as rodas traseiras, que eram as mais largas. E pronto! Conseguimos entrar com o carrinho.
Tudo isso pra dizer que senti um conforto enorme no Brasil em poder entrar e sair de elevadores sem me preocupar com a largura da porta, e passar tranquilamente com Lukas por qualquer porta de elevador.
Outra coisa que eu não sabia que ia amar, e agora sentir falta. Praticamente todos os edifícios no Brasil tem garagem no subsolo. Ou seja, você entra no elevador no seu andar e desce até a garagem onde seu carro a espera. Diferentemente de Berlim, onde quase todos os prédios são antigos e restaurados, com no máximo 5 andares, e a garagem fica......na rua. Exatamente, você desce, e entra no seu carro na rua. Estacionado como tantos outros perto do seu prédio.
No verão eu não senti tanto problema, a não ser ter que todos os dias buscar uma vaga para estacionar perto do prédio. Mas, agora no inverno, é terrível descer com criança e ainda andar bem devagarinho sobre a neve que já congelou, e ter sorte de não escorregar até chegar no carro. Então retirar a neve do pára-brisa, vidros e portas laterais, e só então poder entrar no carro.
Mas é a vida, e tenho que admitir que eu já estava sentindo falta de Berlim depois deste tempo todo no Brasil.
Gruss,
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