terça-feira, 5 de outubro de 2010

Big Apple

Innntão, você já se perguntou porque a chamam de Big Apple?  A Louis Vuitton fez um vídeo bem bolado para responder e de quebra dar dicas fashions...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Trabalho que eu gostaria de ter participado

Inntão que eu gostaria de ter tido esta idéia, ou ter participado de sua criação.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mães não são divertidas....


Innntão que Pitico cortou seu cordão umbilical. Decidiu que já é um homenzinho, e como tal deve andar em companhia de homens de verdade. Parece até poético, se não fosse trágico, para mim, que sou a mãe dele e ele ainda tem apenas 1 ano e meio.

Pitico me rejeitou ontem. Não quis vir para meu colo, e preferiu o colo do pai, o qual tinha passada já um bom tempo depois da escola. Eu fiquei desconsolada. Meu humor mudou, a alegria em ter uma carona para casa e a ilusão de uma noite alegre com meu filho e marido morreram ao descer do carro.

Há dias Pitico vem chorando para ir para escola porque não quer deixar o pai sozinho, ou não quer ficar sem o pai. E eu tenho cada vez mais ganhado o papel de carrasca e megera, pois tenho que levá-lo aos prantos escada abaixo, e ainda por cima, após retirá-lo da companhia do seu herói, ainda o entrego às tias da escolinha e vou embora. Mas no meio da tarde o herói volta, e salva a criancinha abandonada pela mãe, e em seu mundinho tudo fica bem de novo. Até que a mãe megera chega em casa e começa a colocar as coisas no lugar:

- Mozão, kd o bico?
- Não sei, está por aí. (E eu penso, aí onde criatura?)
- Pitico desce daí!
- balfiudfdlsedfdsdf aga? (Pitico protestando)
- Não filho, aqui não, momy tá cozinhando, é perigoso. Brinca ali ó, depois vamos comer comidinha gostosa.
- Blagh (como ele sabe que tem legumes de novo?)
- Vem filhote, olha tem cenourinha, batatinha, carinha, feijãozinho (eu já impaciente, pensando se a máquina de lavar deu conta da roupa, que horas vou tomar banho, se vou conseguir lavar o cabelo e secar para ficar com cara de gente)
- Blsfdkfdus Danke (Pitico se revolta e empurra o prato)

Pitico percebeu que tem uma mãe ordeira, que pesquisa demais, que lê demais sobre educação infantil e que se preocupa demais em ter a casa em ordem. Pitico se deu conta que tem uma mãe que está mais fora de casa e menos dentro dele. Que o tempo em que ela está em casa ela prefere ir para cozinha a sentar no chão e brincar com ele. Ou ela prefere ver TV a jogar bola com ele. Ele ainda não entende que meu corpo precisa de uma pausa. Que minha mente precisa se desligar com coisas tolas. Tenho dado tanto de mim para os outros que tem sobrado muito pouco de mim para mim mesma. Tenho estado tão triste e frustada que não tem sobrado alegria para minha família, e Pitico, no auge de sua sabedoria infantil, não precisou de muita análise para perceber isso. Ele apenas observou, comparou e sentiu.

Papai é mais divertido porque faz aventuras perigososas e sempre tem um som novo com a boca para fazer os esfeitos especiais sonoros. Papai não grita e nem o obriga a comer legumes. Papai não coloca remédio no nariz. Papai come chocolate e me dá pedacinhos escondidos da mamãe. Papai me leva para passear de carro e me deixa ver filmes em seu computador. Papai não cutuca minha orelha tentando ver se está inflamada. Papai não anda atrás de mim com um lencinho para limpar meu nariz. Papai faz brincandeira sobre as mandices da momy e diz “ae Pitico, momy chegou!”.

Meu coração está chorando, minha alma está ferida, mas isto é só o começo do padecer de uma mãe no paraíso. Dizem que se mata uma mãe muitas vezes até ela decidir morrer. Ontem, como mãe, morri um pouquinho. Morri de ciúmes, morri de medo, morri de raiva por tê-lo carregado durante tanto tempo, doando meu corpo e minha forma, e agora recebendo como paga uma preferência pela alegria do seu herói.

Não estou desmerecendo as qualidades do Mozão, apenas estou constatando que não sou uma pessoa divertida....mães não são divertidas, mas são educadoras, disse Mozão tentando me consolar. Que sina essa nossa. Doamos parte do nosso corpo para gerar um filho. Doamos nossa forma para alimentá-lo. Doamos nossa libido para estar mais tempo com ele. Doamos nossa juventude para educá-lo. E em troca ganhamos algumas alegrias pingadas, alguns abraços febris e uns beijos roubados. Não, mães não são para serem divertidas. Mães são anjos de Deus enviados à terra para evitar que as crianças se cortem, sangrem demais, ou chorem demais porque o seu herói teve que ir viajar a trabalho. Mães são anjos e carrascos que colocam ordem para que os filhos possam descobrir as diferenças da vida.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ser Relações Públicas é.....


Innntão que estava aqui, numa quinta-feira cinza, sem idéias e comecei a lembrar de muita coisa que já passou. Eu sempre busquei nas minha experiências passadas uma orientação para o futuro. Algo como, o que eu fiz que deu certo e posso aproveitar, ou algo que não deu certo e é melhor fazer de forma diferente desta vez.

Há tempos ando meio descontente com meu trabalho, e olha que estou de volta da licença maternidade há 5 meses somente. Mas algo não está legal. Não posso dizer que são as pessoas, pois estas são novas e nem tive chance ainda de conhecer direito. O que realmente está me sufocando é o fato de eu não ter mais o prazer da descoberta. Consegui estruturar tudo de uma maneira tão racional que perdeu a graça, fora o fato de eu não poder ser criativa como eu gostaria. Aí você vem e me diz: procura outro trabalho. Seria fácil na teoria, mas na prática é diferente. Depois da maternidade há que se tormar decisões mais racionais e menos impulsivas, porque há um serzinho que depende de mim.

Assim, pensando, vasculhando e sonhando, encontrei este vídeo. Que na verdade me fez pensar, será que algum dia eu conseguiria dar um depoimento desses?




quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Política

Innntão que destava política quando morava no Brasil, mas gosto muito de ler uma coisa aqui e outra acolá por aqui. Sentindo muita tristeza no coração e, também  muita pena, é que digo que política no Brasil é uma palhaçada. Coisa de circo mesmo, onde nós todos, e eu me incluo nesta trupe, não fazemos absolutamente nada. Parecemos os sapos da Teoria dos Sapos Ferventes (não sei quem é o autor, se você souber, por favor se pronuncie e eu dou os créditos): a Teoria diz que se você jogar sapos em água fria e for aquecendo gradativamente eles não vão pular fora do recepiente e vão acabar por morrer cozidos. Porém, se você os jogar em água que já esteja fervente ele reagirão e pularão fora, salvando suas vidas. Brasileiros são apáticos e estão como sapos sendo cozidos lentamente. Enfim, minha indignação só se torna mais clara porque fui jogada em água fervente e aprendi a pular.

Aproveito o momento Eleição para deixar aqui um texto comparativo entre eleições no Brasil e na Alemanha. Texto retirado do DW.

Na briga pelo voto, táticas usadas no Brasil diferem da prática política alemã

 

No Brasil, a última semana de propaganda eleitoral antes do primeiro turno faz os candidatos lançarem mão de estratégias de urgência. E na briga pelo voto, nem tudo o que vale no Brasil é apreciado em outros países.

 

A menos de uma semana do fim da campanha eleitoral, os candidatos à presidência entram na fase "ou tudo ou nada". O ataque pessoal entre os concorrentes, as falas e gestos medidos para cada momento e para cada tipo de espectador dão um calor diferente à disputa. Mas como é que se conquista um voto?
Resultados de pesquisas de opinião dificultam uma interpretação clara de como o programa de governo, os slogans de efeito e a aparência pessoal influenciam a escolha do brasileiro. Enquanto uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que 45% dos eleitores consideravam José Serra o mais preparado para governar o Brasil, Dilma Rousseff continua liderando as intenções de voto, com 49%, segundo pesquisa do mesmo instituto feita em 24 de setembro último.
Às vésperas da eleição brasileira, os ataques pessoais são uma estratégia que apimenta a disputa pelo voto. Na Alemanha, as críticas são menos pessoais e mais focadas na habilidade de governar do político: "O que as pessoas buscam de fato é desqualificar os adversários quanto à sua competência para governar ou para fazer negociações, ou tomar decisões. É o que tem acontecido recentemente, com denúncias sobre a falta de espírito de liderança da Merkel",  avalia o pesquisador Sergio Costa, professor da Universidade Livre de Berlim.
A vida pessoal dos candidatos na Alemanha também entra em discussão, mas sob outros aspectos: se os candidatos foram membros da Stasi ou não, por exemplo. Já no Brasil, o  fato de Dilma ter sido guerrilheira no passado não é decisivo para o eleitor. O que repercute mais no imaginário das pessoas são os jingles veiculados em horário nobre da televisão brasileira, com adjetivos pejorativos e tiradas sarcásticas.
Escolha do voto
“Apesar de o marketing eleitoral no Brasil ser tão desenvolvido no sentido de projetar as pessoas e colocá-las em evidência, o eleitor no fundo quer saber quem vai atender melhor os interesses pessoais e de grupo, e nesse sentido ele é igual ao eleitor alemão”, avalia Sergio Costa.
No entanto, a abordagem no Brasil é muito mais personalizada: os candidatos se esforçam para se mostrar ao eleitor como pessoas confiáveis, que defendem os interesses certos e vão implementar eficientemente os seus planos, além de desempenhar um papel de liderança importante.
Na Alemanha, a população tende a rejeitar lideranças populistas, como lembra Sergio Costa. Depois da história traumática do país em torno da figura de Hitler, a ênfase recaiu sobre o teor do programa político. "Antes de ser uma disputa em torno do 'quem',  é uma disputa sobre o que fazer.  E cada partido tem uma plataforma para definir o que é prioritário e como isso pode ser feito. Se um partido conseguir mostrar para o eleitorado que aquilo que ele está propondo é o mais importante a ser feito, ele ganhou metade da eleição", afirma Costa.
Na realidade brasileira, os temas tendem a ficar em segundo plano. "Durante a campanha eleitoral, a competência individual entra em jogo para realizar não se sabe exatamente o quê. Quer dizer, isso se discute depois", compara o pesquisador. O plano de governo proposto pesa menos no caso brasileiro: o que se analisa não é exatamente o que o político diz, mas como ele se apresenta e se credencia como alguém capaz de levar suas ideias adiante.
O peso da aparência
Nos dois  países, a aparência influencia o prestígio, o poder e a confiança que os candidatos transmitem, mas as razões são diferentes.
Como no Brasil a maneira como a política é feita passa fundamentalmente pela televisão, o cabelo, a roupa e o sorriso têm um forte impacto na escolha. Os três candidatos a presidente zelam por uma boa aparência pública. Dilma, por exemplo, repaginou o visual antes de lançar sua candidatura.
Na Alemanha, os candidatos buscam, em sua apresentação pessoal, se identificar com o eleitorado ao qual está se dirigindo. “Se um politico do Partido Verde aparecesse com um carro de 300 cavalos, movido a gasolina, por exemplo, isso seria teria uma repercussão muito ruim entre seus simpatizantes", considera Sergio Costa.
A obrigação
E ainda: o voto entre os alemães não é obrigatório. Esse fator também exerce um grande papel na escolha do representante político, tanto na Alemanha como no Brasil. O eleitor brasileiro se sente no dever de tomar uma decisão, de não votar em branco ou nulo.
Na Alemanha, qualquer movimento em falso pode desanimar o eleitor a dar sua opinião nas urnas, como ressalta o cientista politico Karl-Rudolf Korte. Um fator importante antes das eleições é o partido explicitar quais eventuais coligações de governo ele estaria disposto a fazer ou não: "Quando não está claro para o eleitor o que virá depois de ele ter dado o seu voto, a motivação de participar da eleição cai. Principalmente os pequenos e médios partidos são aconselhados a sinalizar, ao menos, as alianças políticas que ele cogita."
O brasileiro, na maioria esmagadora dos casos, não vota em partidos politicos. A legenda pouco influencia a corrida eleitoral. Há casos excepcionais, no entanto: quando se trata de uma eleição em que o presidente mais popular da história pede o voto para a candidata de seu partido. Ao que tudo indica, nessa situação a indicação é infalível.

Autora: Nádia Pontes
Revisão: Simone Lopes

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Baladeira

Eu já fui como esta música....snif

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Receita de Feijoada Alemã

Innntão que resolvemos oferer um almoço para um casal de amigos, e decidimos por fazer uma receita brasileira. Foi-se euzinha para cozinhar fazer Feijoada, e de quebra Mousse de Coco com Ameixas em calda de sobremesa.

Pegue a caneta e papel e anote ingredientes alemães para uma Feijoada.

Feijoada Alemã (para 6 adultos famintos)
500g Schwarzen Bonnen (feijão preto mesmo, que em Berlim você encontra em qualquer supermercado)
3 Kabanossi (substituição para o Paio e Linguiça Calabresa)
400g Geräucherter Kassler Rippen (substituição para a Costelinha de Porco)
300g Carne Seca (em Berlim você encontra fácil em Mercados Hispânicos, caso seja difícil para você, substitua por Geräucherter Schwartzwald Schinken)
100g Speck (nosso querido Bacon)

Alho, cebola, cheiro-verde e pitmenta são a gosto. Como por aqui os produtos defumados são bem salgados, eu evito usar sal antes de tudo estar pronto. Eu também cozinho tudo separado e só junto no final, a fim de evitar aquela gordurinha nojenta que fica por cima quando a feijoada esfria.

Para o Mousse de Coco não tem muito segredo, e nem muita substituição:
1 lata de leite condensado (é amiga, aqui tem Leite Condensado e se chama Zucker Condensed Milch)
1 lata de Leite de Coco Cremoso (atenção que tem que estar escrito Cremig na lata, porque por aqui existe o Flussig, que praticamente é só água de coco)
50g de Coco ralado (Kokos Raspel )
1 Envelope de Gelatina sem sabor (Gelatine ohne Geschmack)
Bata tudo no liquidificador e coloque para gelar.

Procuramos Ameixas em Caldas e sinto informar que não existem por aqui. Portanto apelamos para a versão feita em casa:
1 lata de ameixas secas sem caroço (Getrockenen Pflaumen)
500ml Água
1 xícara de açúcar
1 dose de Disarono
1 dose de Vinho do Porto
(estes eram os licores que eu tinha em casa, e decidi misturar os dois, você também pode tentar com vinho ou qualquer outra bebida álcóolica que você tenha em casa. Ahhh, a dose é uma dose pequena, tipo uma xícara de expresso!)
Coloque tudo numa panela, leve ao fogo, e deixe ferver por uns 20 minutos. Pronto.

Bom, fotos não tirei porque sou uma relaxada mesmo e já estava cansada por estar 2 dias cozinhando (sim, eu faço a feijoada de véspera). Só posso dizer que a galera gostou, repetiu e ficaram fascinados com a farofa!!! (sim, de farinha de mandioca...infelizmente para isto ainda não encontrei substituto e compro a minha em Mercados Hispânicos). Ainda tinha arroz branco, vinagrete e filet de laranjas (chique, não? Aprendi com o Galileo). Ahhh, e claro Caipiroska (porque eu não gosto de Cachaça, inntão era de Vodka) de Kiwi e Limão (que eu sou fina, bem, tem opissão di iscolha).

Todo mundo satisfeito, inclusive as crianças, que ganharam mesinha especial, com direito a guardanapo do Merlim, cadeirinhas coloridas e Menu especial (bolo de legumes, blagh!).....ahhh, ia quase me esquecendo...e Guaraná Antarctica...ahahaha (amaram!).

No fim do evento dei-me por satisfeita, pois afinal atingi meu objetivo que era estreitar nossas relações com os alemães e aumentar nossa rede social (porque Relações Públicas que se preza não faz evento sem objetivo...Ai se MM me visse agora, teria orgulho de mim!). O breakeven foi fantástico, não só satisfiz nossos convidados, como de quebra ganhei Telefone, Celular, Email, Endereço, e Telefone de Casa de uma PEDIATRA!!! (pausa para se recuperar da euforia...você que já leu posts anteriores sabe a tragédia que é ter filho pequeno sem seu personal pediatra).

Guten Appetit!