terça-feira, 22 de julho de 2008

Conversa de TI


Estagiaria: Precisamos do Bentic Golden 32 para converter os PDPs in KWs ou PNOS e assim identificarmos o produto de um jeito mais fácil.

Val: Você sabe alguma coisa a respeito?

Agente TI 1: já está instalado na sua máquina.

Val: Obrigada, e o login e senha?

Agente de TI 1: Tem que pedir para o Agente de Acessos 1

Val: Gentileza configurar acesso ao usuário XPTO.

Agente de Acessos 1: Fale com seu Team Leader, ele tem os códigos.

Val: Gentileza disponibilizar código de acesso ao Bentic Golden 32

Team Leader: De onde você tirou que eu tenho acesso?

Val para o Agente de Acesso 1: Oi, meu chefe não tem acesso ainda, você pode por favor configurar?

Agente de Acesso 1: Eu não posso, mas pede para o Time de Agentes do Database.

Val para os Agentes do Database: Oi, eu necessito de acesso ao Bentic Golden 32, gentileza configurar para os seguintes usuários: US 1, US 2, US3, e US4. Obrigada

Agente do Database: você precisa abrir um chamado e seu chefe precisa aprovar

Val: Ok, em qual sistema devo abrir o chamado?

Agente Database: Abra no Bentic Golden 32 e coloque seu Team Leader como approver

Migrationshintergrund


E de certo modo tudo continua....

Texto publicado pela Deutsche Welle em 22/01/2008.


Para ser alguém com Migrationshintergrund (histórico migratório), o cidadão que vive na Alemanha tem que obedecer a um dos seguintes critérios: ser estrangeiro nascido em outro país, vivendo na Alemanha; ser estrangeiro nascido na Alemanha; ser estrangeiro naturalizado alemão; ser descendente de alemães, criado no Leste Europeu e territórios da antiga União Soviética (Spätaussiedler); ou simplesmente ter um dos pais que obedecem a um dos critérios acima.


O interessante de tal definição é que uma pessoa de "histórico migratório", como deixa claro a palavra, pode nunca ter deixado o território alemão por um dia sequer em sua vida. Para ter o tal passado migratório, basta ter um dos genitores enquadrados nas categorias.

Em 2005, viviam na Alemanha aproximadamente 16 milhões de pessoas com "histórico migratório", o que significa 20% da população total do país, de 82 milhões. Nas grandes cidades, os habitantes com Migrationshintergrund chegam a perfazer 40% da população.

Depois que os departamentos estaduais de estatística introduziram a nomenclatura, em 2005, o uso do termo foi se tornando, no decorrer dos últimos anos, comum nos discursos de políticos, no vocabulário usado pelas autoridades policiais e na mídia do país.

Mesmo que as supostas pessoas de passado migratório sejam netos de imigrantes, já vivendo na Alemanha há várias gerações. E que nunca tenham posto os pés no país de seus antepassados. Ou nem ao menos dominem o idioma de seus avós.


segunda-feira, 21 de julho de 2008




Verão com cara de inverno curitibano....nem dá pra acreditar.
Hoje descobri que o vento é o culpado dos meus calafrios. Diz a previsão do tempo que a máxima vai ficar em 16 graus e a mínima é de 11 graus. Mas há de se contar com a sensação térmica, que está na casa dos 9 graus. Trocando em miúdos, a sensação máxima vai ser de 13 graus, com sorte. O pior é que o dia está bonito, com sol, sem núvens...um belo dia de verão....se não tivesse vento.
Estou no consultório da minha endocrinologista esperando para saber o resultado dos meus últimos exames da Tireóide e tenho que dizer que ainda não tirei o casaco porque estou com frio....rs
Força no pensamento positivo para ver se este problema se resolve logo, ou se estabiliza, pois esta variação de humor e a não perda de peso está me deixando bem depremida....

Gruß,


domingo, 20 de julho de 2008

Sexualidade Latente


Hallochen,


Domingão, finalmente. Esta semana foi um tanto maluca, um pouco menos do que a semana anterior, mas ainda assim estafante.


Engraçado que quando tenho insônia, penso em vários assuntos legais para escrever, e agora que estou aqui, com tempo porque já cumpri todas as minhas obrigações de dona de casa e esposa dedicada não me vem nenhum assunto interessante que demonstre uma diferença entre Brasil e Alemanha. :-(


Bom, acabei de me lembrar de um documentário e de um livro infantil que vi recentemente. Esta é uma das coisas que impressionam na Alemanha: naturalidade do sexo.


Gabi me enviou outro dia trechos de um livro infantil que explicava a uma criança como ela foi concebida, e não pensem que havia qualquer menção à cegonha, mas tinha sim desenhos bem claros sobre penetração e o posição sexual. Fiquei de cara, pois o livro era recomendado a partir dos 4 anos de idade.


E falando sobre o documentário, tá certo que passa no canal a lá `Discovery Channel´daqui, mas choca por mostrar os membros sexuais ao vivo em pleno movimento e explicar a parte biológica e química da coisa. Ontem assistimos ao documentário que falava sobre o orgasmo e ficamos meio com cara de `hã?´ porque o documentário trazia um casal normal e os colocava em uma câmara de eletroencefalograma e media os impulsos neurológicos de cada um e traçava um paralelo entre o sentimento do orgasmo e a quantidade de impulso neurológico. Ao final da reportagem, qual não foi nossa surpresa quando a conclusão veio: homens atingem o orgasmo mais facilmente porque tem mais células sexuais ativas no cérebro. E ia além, mulhere precisam de motivo para se excitarem.


Francamente, é preciso gastar dinheiro com pesquisas como esta para chegar a esta conclusão?


Alemão pode explicar racionalmente sexo para crianças de 4 anos, porém acredito que nós brasileiros `sentimos´o sexo e não perdemos tempo analisando, apenas gastamos nosso tempo buscando o prazer.


Bom domingo à vocês.


Gruß


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Die Scheiße Sommer


Hallochen

Falei nos posts anteriores sobre a mudança de temperatura e que parecia que o verão estava mostrando as caras.....

Acho que não fui muito específica no meu desejo de ter um verão de verdade e alguém lá em cima mandou o verão de Curitiba pra cá: céu nublado, temperatura de 19ºC a 22ºC e com pancadas de chuva a qualquer momento.

Tá bom que não vinha sendo assim, mas esta semana está especialmente Scheiße (merda em bom português).

Já que o clima está uma merda mesmo e eu já estou puta porque cheguei no escritório com meu sapato molhado, vou aproveitar para xingar o FPD que criou o Petit Pavé (pra quem não sabe são aquelas pedrinhas irregulares pretas e brancas que podem ser encontradas no centro de São Paulo, na orla do Rio de Janeiro e por toda Curitiba).

Em recente visita à Lisboa descobri que esta merda está por toda parte, e que os portugueses são os responsáveis por tê-las introduzido no Brasil. Eram consideradas nobres, e os artesãos, mestres.

Na boa, e na prática, esta merda de calçamento é um atentado à feminilidade das mulheres. Esta porcaria destrói todos os sapatos de salto alto. É impossível ficar elegante e caminhar sobre esta jossa ( ou joça?).

Daí eu chego a conclusão que esta porcaria só poderia ser obra de algum desocupado mal amado que não tinha dinheiro suficiente para comprar um bom Manolo para sua esposa e para fazê-la feliz fez uma calçada que só ela conseguisse caminhar.

By the way, também odeio paralelepípedo.

Gruß,

quarta-feira, 9 de julho de 2008


Hallochen,

Tá bom, sumi, mas tenho uma boa explicação: Trabalho, Trabalho, Trabalho.

O pior é admitir que eu pedi por isso, pois quando nos mudamos pra cá a idéia era que eu aprendesse alemão, cuidasse da casa e talvez fizesse um MBA ou Mestrado em Relações Internacionais. Enfim, que eu virasse um boa dona de casa dos anos 70-80.

Meu lado ariano e teimoso fez o que? Quando o alemão estava meia boca e servia para comprar roupa e sapato resolveu criar um CV em alemão e jogar no Monster.de. Totalmente uma vibe “Taciachando”. O pior é que uma empresa de maluco, que produz coisas malucas para malucos achou o meu CV e resolveu me contratar. Empolgadíssima com minha autonomia, cheguei a minha terceira promoção na empresa. Continuo estudando alemão, cuidando da casa e tentando arranjar tempo para ir à academia.

Atualizações desde o último post:

- ainda não tirei minha carteira de motorista

- não fui à academia no último mês

- fui promovida

- descobri que tenho hipotiroidismo

Essa do hipotiroidismo foi engraçada, pois percebi que não dá pra ser a mulher maravilha (não que eu seja uma maravilha). Em toda a minha vida eu acreditei que poderia fazer várias coisas ao mesmo tempo e meu corpo sempre estaria a postos para ir comigo. Não que esta doença seja algo que vá mudar totalmente meus hábitos, mas com certeza me fez parar pra pensar em reduzir a velocidade.

Mas vamos em frente, a vida continua e só faltam 5 meses para o Natal!


Gruß

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Gym


Hallochen
Hoje quero falar sobre o efeito academia por aqui. Como disse anteriormente já é quase verão, e o que acontece com as academias? Vazias. No inverno era um inferno, tinha-se que esperar para utilizar os aparelhos. Agora, dá pra escolher. Ontem fiquei sozinha por um bom período até que chegou uma senhorinha que malha no mesmo horário que eu, uma fofa ela.

Falando das diferenças: por que alemão não vai para academia no verão? Porque é a única época que tem sol o tempo todo. Então eles preferem pergar seus cobertores e ir almoçar no parque, tomando sol e curtindo a natureza. Ou ir para o biergarten no fim de tarde e se encher de Weizbier. Afinal, malharam o inverno todo para poder curtir o verão. Faz sentido não?


Gruß